quarta-feira, 2 de julho de 2008

"As cores cruelmente berrantes tornam a vida tão tristemente incolor..."

O título deste post é uma adaptação de uma frase de Risíveis Amores, que eu estou me demorando para terminar, saboreando ao máximo sua magnífica singularidade...

Mais um trecho que eu gostaria de eternizar:


"Ao contrário de nós, os personagens dos romances, das lendas ou das histórias engraçadas são feitos de uma matéria que não está sujeita ao desgaste da idade. Não, não quero dizer com isso que as lendas e as histórias engraçadas são imortais; é claro que elas também envelhecem, e seus personagens envelhecem com elas; só que envelhecem de maneira tal que seus traços não se modificam nem se adulteram, mas esmaecem, se apagam lentamente e acabam por se confundir com a transparência do espaço. É assim que vão desparecer Pépé le Moko, e Havel, o Colecionador; mas também Moisés e Palas Atena ou São Francisco de Assis; e imagine que os traços de São Francisco vão esmaecer lentamente, e com eles os passarinhos que estão pousados em seu ombro, o pavão que se esfrega em sua perna e o bosque de oliveiras que lhe empresta sua sombra; imagine que toda a sua paisagem vai lentamente se apagar com ele e se fundir com ele num azul consolador, enquanto eu, meu caro, tal como sou, nu, arrancado da lenda, vou desaparecer no pano de fundo de uma paisagem de cores implacavelmente berrantes e sob os olhos de uma juventude sarcasticamente viva."

terça-feira, 1 de julho de 2008

Litost

Acabei de ler um texto no blog do meu professor de história (http://profche.blogspot.com/), "Um parecer sobre o fim do mundo".

Faz tempo que eu não me perguntava sobre isso; a origem do Universo e seu destino... A relevância do Homo Sapiens na história desta singularidade que é nada mais do que um enorme, imenso, gigantesco, SuperHiperUltraMegaPower espaço vazio que possui aleatoriamente um ou outro conglomerado de coisas que, submetidas à uma força externa, adquire aceleração, e por isto as chamamos de Matéria.
(Nossa, cada vez que eu penso nisto eu me sinto mais e mais infeliz; é triste quando a gente se dá conta da nossa insignificância, da nossa pequenez; de quão ridículo nós somos quando comparados ao Tempo e ao Espaço - acho que é por isto que existe a Arte; a Arte é a fuga desta realidade vil, desse Litost).
Mas foi estas questões que me fizeram escolher fazer Física quando eu estava no terceiro ano; eu queria entender tudo isto; achava que poderia responder a algumas das minhas questões...

Enfim acabei descobrindo que eu nunca conseguirei respostas para as minhas perguntas; estas lacunas vão continuar em branco em minh´alma. Quanto mais a vontade de encontrar respostas fica insuportável, mais aumentam as minhas interrogações; e toda vez que em mim aumenta a certeza da minha própria ignorância, um pedaço dentro de mim morre. E hoje, pensando bem, acho que este foi um dos motivos pelo qual eu resolvi desistir da faculdade e vir para Foz do Iguaçu.

É...

Eu pensei que estaria livre destas dúvidas por um tempo, mas não adianta fugir de si mesmo.

Papai Noel existe?

Ontem eu estava vendo umas comunidades do meu Orkut com o Matheus, e um tópico de uma comu chamou a nossa atenção: Provando (logicamente) que Papai Noel existe!

http://janosbiro.blogspot.com/2008/06/provando-logicamenete-que-deus-existe.html

E mais embaixo tem um outro link: Provas de que Papai Noel não existe.

http://www.calp.unifesp.br/biossintetase/noticias/nov2005/provas.html

Eu achei ambos muito interessantes!!!
O primeiro texto é singelo e ingênuo, como deve ser o texto que tente provar logicamente que existe no mundo algo como Papai Noel, Mágica ou Amor.
Já o segundo é legal porque coloca esta questão como uma equação física, com cálculos bem resumidos, é claro (imagine fazer estes cálculos considerando todas as variáveis possíveis!), e com uma conclusão deveras Nietzscheana - "Papai Noel está morto!".
;)