domingo, 3 de agosto de 2008

Theo Jansen

“Parte de mim é um engenheiro que quer resolver o problema da mobilidade, outra parte de mim é um artista que esculpe o ar à sua volta”.

Eu gosto dos holandeses.
Em 2005 eu fui em um barzinho em Curitiba e vi um painel com um desenho muito interessante; uma cascata que alimentava a si mesma.
É claro que este desenho é impossível em três dimensões, e é aí que está a graça de Maurits Cornelis Escher, xilógrafo. E holandês.
Mas eu não quero falar do Escher. Outro dia eu deixo um post aqui pra ele, inclusive com a xilografia da tal cascata.

Hoje eu estava com uma puta preguiça de estudar, então fiquei olhando alguns sites interessantes. Eu encontrei um muito show, que fala sobre artes e talz. Então eu me deparei com Theo Jansen. E a Holanda subiu no meu conceito. :)

A citação que está ali encima é dele.
Eu estava olhando uns vídeos no youtube e me peguei de boca aberta. Muito muito muito muito muito muito bom!
Máquinas andando nas areias da praia, ao sabor do vento. Incrível!
Não há palavras para descrever a sensação ao vê-las! É algo novo, inimaginável! É algo que merece todas as atenções do mundo!
Bah, não adianta ficar eu aqui babando. Entre no link e veja. E sinta. E ame.

E se você encontrar palavras, por favor, me avise.

http://www.youtube.com/watch?v=WcR7U2tuNoY

sábado, 2 de agosto de 2008

E foi dada a largada!

Começou a temporada de inscrições dos principais vestibulares!
Eeeeeee!!!!!
Ontem foi aberta as inscrições do ITA, dia 04 abrem as inscrições da USP e dia 17 UFPR. A Unioeste só em outubro, mas como bate com a data de vestiba da USP eu nem vou fazer. UEM, só em setembro.

Encontrei um site muito bom para vestibulandos; matéria muito interessante esta sobre a redação do vestibular:
http://www.universia.com.br/materia/materia.jsp?materia=14581

Festa

"Fabiano marchava teso.
Os dois meninos espiavam os lampiões e adivinhavam casos extraordinários. Não sentiam curiosidade, sentiam medo, e por isso pisavam devagar, receando chamar a atenção das pessoas. Supunham que existiam mundos diferentes da fazenda, mundos maravilhosos na serra azulada.Aquilo, porém, era esquisito. Como podia haver tantas casas e tanta gente?
(...)
Livre da necessidade, (sinha Vitória) viu com interesse o formigueiro que circulava na praça, a mesa do leilão, as listas luminosas dps foguetes. Realmente a vida não era má. Pensou com um arrepio na seca, na viagem medonha que fizera em caminhos abrasados, vendo ossos e garranchos. Afastou a lembrança ruim, atentou naquelas belezas. O burburinho da multidão era era doce, o realejo fanhoso dos cavalinhos não descansava. Para a vida ser boa, só falta à sinha Vitória uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Suspirou, pensando na cama de varas em que dormia. Ficou ali de cócoras, cachimbando, os olhos e os ouvidos muito abertos para não perder a festa.
(...)
(Baleia) Achava é que perdiam tempo num lugar esquisito, cheio de odores desconhecidos. Quis latir, expressar oposição a tudo aquilo, mas percebeu que não convenceria ninguém e encolheu-se, baixou a cauda, resignou-se ao capricho de seus donos.
A opinião dos meninos assemelhava-se à dela. Agora olhavam as lojas, as toldas, as mesas do leilão. E conferenciavam pasmados. Tinham percebido que haviam muitas pessoas no mundo. Ocupavam-se em descobrir uma enorme quantidade de objetos. Comunicaram baixinho um ao outro as surpresas que os enchiam. Impossível imaginar tantas maravilhas juntas. O menino mais novo teve uma dúvida e apresentou-a timidamente ao irmão. Seria que aquilo tinha sido feito por gente? O menino mais velho hesitou, espiou as lojas, as toldas iluminadas, as moças bem vistidas. Encolheu os ombros. Talvez aquilo tivesse sido feito por gente. Nova dificuldade chegou-lhe ao espírito, soprou-a no ouvido do irmão. Provavelmente aquelas coisas tinham nomes. O menino mais novo interrogou-o com os olhos. Sim, com certeza as preciosidades que se exibiam nos altares da igreja e nas prateleiras das lojas tinham nomes. Puseram-se a discutir a questão intrincada. Como podiam os homens guardar tantas palavras? Era impossível, ninguém conservaria tão grande soma de conhecimentos. Livres de nomes, as coisas ficavam distantes, misteriosas. Não tinham sido feitas por gente. E os indivíduos que mexiam nelas cometiam imprudências. Vistas de longe, eram bonitas. Admirados e medrosos, falavam baixo para não desencadear as forças estranhas que elas por ventura encerrassem."

(Vidas Secas)