domingo, 12 de outubro de 2008

Nesta semana eu estava meio sem net (a net aqui em casa estava lenta pra caramba, então, pra eu não me irritar, nem ligava o computador), mas sabe que rendeu? Estudei pra caramba (contagem regressiva: 59 dias para o vestibular do ITA), e li dois livros: O Pagador de Promessas, de Dias Gomes (acho), que cai na UFPR, e Os Tambores Silenciosos, de Josué Guimarães, e que cai na Unioeste.
Eu não tinha lido ainda nenhum dos dois, só sabia mais ou menos a história do Pagador. Putz, este é muito bom! Gostei bastante, o final me foi surpreendente. Ele é facinho de ler, é em teatro, muito interessante, vale a pena.
Já o Tambores, hum... Eu gostei, mas também não gostei...
Eu explico: a história é interessante, incomum, e o final também. Mas eu tive uma sensação de, ao terminar o livro, não ter entendido perfeitamente o que o autor quis me dizer... Como se eu fosse uma estúpida, e eu não gosto de me sentir assim, óbvio. Bah! Odeio esta sensação!
Bom, mas o interessante é o jeito que ele escreve: os parágrafos são imeeeeensos, ele mistura fala direta com indireta o tempo todo, a pontuação é muito escassa, o que torna a leitura mais difícil mas também mais dinâmica! E os personagens também são bem realistas, nada de idealismos românticos. Massa.
Acho que vou ler denovo, mas depois do vestiba. Vamos ver qual será a minha segunda impressão.

Art Attack!




Tem um programa da Disney Channel que eu adoro: Art Attack!
Tá, tá, é um programa infantil, eu sei, que "mostra que você não precisa ser um Picasso para fazer verdadeiras obras de arte", mas ele é tããããããoooo legal...
Enfim, eu assisto. E toda vez que eu assisto me dá um ataque artístico... Então, uns meses atrás eu chamei o meu irmão (que também assiste de vez em quando) pra fazer arte, e foi isso que saiu! Um cara sem cabeça e um cão mijando em um poste! hehhehe
Mas ficou tesão! Está encima da TV da sala, pra todo mundo ver! E a gente fez ainda uma Beli Regina (a cadela que pertence à minha madrasta) de papel machet, só que a gente tem que deixar a preguiça de lado e terminar de pintá-la... Mas quando ficar pronta eu coloco ela aqui, prometo!

sábado, 4 de outubro de 2008

A Valsa dos Adeuses

Ainda nesta semana eu li A Valsa dos Adeuses, de Milan Kundera (amo!).
Em geral eu não gosto de possuir livros; os livros, para mim, são feitos para ser lidos e passados para frente, compartilhados. Mas não os livros do Kundera.
Sempre que eu termino um livro do Kundera, eu tenho a impressão de que algo morreu, mas morreu sem estar completo; como se fosse alguém que partisse sem ter cumprido a sua missão. Parece que me falta algo, que teve um capítulo, uma página, uma simples palavra que eu não consegui compreender a essência... Então, eu decidi quebrar as minhas leis naturais, e os livros do Kundera eu quero ter.
Na última vez que eu fui para Curitiba, eu encontrei (êêêêêê!!!) três livros dele: A Valsa dos Adeuses, que eu li essa semana; A Imortalidade, que eu já tinha lido e amado; e A Brincadeira, que eu vou ler depois que passar as pressões do vestiba.
Tem vááááááárias coisas legais para postar aqui no blog, mas eu estou com preguiça de ficar digitando, então eu só vou postar hoje uma parte massa, que me lembrou bastante Augusto dos Anjos:

“Inclinou-se sobre ela e encostou sua boca na dela. Era uma boca fresca, uma boca jovem, uma boca bonita com os lábios macios lindamente recortados e com os dentes cuidadosamente escovados, tudo estava em seu lugar e era fato que ele, dois meses antes, tinha sucumbido à tentação de beijar estes lábios. Mas, justamente porque essa boca o seduzira, ele a sentira através da névoa do desejo e nada sabia do seu aspecto real: a língua parecia então uma chama e a saliva era um licor embriagante. Só agora, depois de ter perdido sua sedução, essa boca era repentinamente tal qual uma boca, a boca real, isto é, esse orifício assíduo pelo qual a moça já tinha absorvido alguns metros cúbicos de macarrão, de batata e de sopa; os dentes tinham pequenas obturações, e a saliva não era mias um licor embriagante, mas a irmã gêmea do escarro. O trompetista tinha a boca cheia com a língua dela; dava-lhe a impressão de um bocado pouco apetitoso que era impossível para ele engolir, mas que ficava mal rejeitar.”